A cada ano, o câncer tem se consolidado como um problema de saúde pública, em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença atinge pelo menos 9 milhões de pessoas e mata cerca de 5 milhões a cada ano, sendo hoje a segunda causa de morte por doença nos países desenvolvidos, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares.
A American Cancer Society (ACS) estima que mais de 1 milhão de novos casos são diagnosticados, a cada ano. Aproximadamente, 76 milhões de norte-americanos, hoje vivos, terão câncer em algum momento de suas vidas, o que corresponde a cerca de uma em cada três pessoas, acometendo três em cada quatro famílias.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde (MS), se baseia em dados obtidos através dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), para desenvolver atividades relacionadas à vigilância do câncer. Em 1995, o INCA iniciou um trabalho de estratégias dirigidas à prevenção e ao controle do câncer no país.
O Instituto tem apresentado as estimativas de casos incidentes e mortes por câncer para diferentes localizações topográficas, atualizadas anualmente. As estimativas para o ano de 2005 apontam que ocorrerão 467.440 novos casos, compreendendo as várias localizações dos tumores, ambos os sexos, as diversas faixas etárias e todo o território nacional.
A desnutrição nos pacientes de câncer apresenta uma incidência entre 30 e 50% dos casos; enquanto Shils & Shike (2003) afirmam que, na maioria dos estudos realizados com pacientes oncológicos, a perda de peso foi utilizada como critério principal de avaliação nutricional, quadro em que foi verificado que 40 a 80% desses apresentavam desnutrição.
A má alimentação e a nutrição inadequada são classificadas como a segunda causa de câncer que pode ser prevenida.
Esses maus hábitos alimentares são responsáveis por até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença.
Uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultra processados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer, além das bebidas açucaradas, podem prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos de câncer a cada ano no mundo.
Se a população adotar uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física, mantendo o peso corporal adequado, aproximadamente um em cada três casos dos tipos de câncer mais comuns podem ser evitados. Ou seja, para cada 100 pessoas com câncer, 33 casos podem ser prevenidos, com esses novos hábitos.
Eliane Petean Arena
Nutricionista – CRN 3267
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